Petição Pública – Não Queremos a Maternidade de Coimbra no Espaço dos H.U.C.

Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República

Convictos de que a construção de um grande equipamento de saúde como é uma maternidade – onde nascerão durante várias décadas milhares de crianças – representa um esforço financeiro, urbano e humano de enorme importância para Coimbra e a sua Região, vimos peticionar que a construção dessa maternidade seja planeada e pensada como uma oportunidade única de melhoria da saúde e da vida, e não aceitamos que a sua localização continue envolta em secretismos, indefinições e polémicas falsas, que vêm atrasando a sua inadiável construção.

Na recusa das entidades oficiais dum debate público estruturado e devidamente informado em torno da nova maternidade de Coimbra, detetamos a tendência para a concentração de equipamentos em megaestruturas, já em si congestionadas, superlotadas e de eficiência duvidosa. O mesmo é dizer a velha pecha para desprezar recursos existentes, como o Hospital dos Covões, que, devendo continuar a ser o grande hospital da margem esquerda do Mondego, sempre incomodou quem tudo quer concentrar para em tudo mandar.

Assim e considerando que:

1
São bem conhecidos e contestados os excessos de concentração de serviços e pessoas nos Hospitais da Universidade de Coimbra, muito além do inicialmente planeado e pondo em causa a qualidade e eficiência dos serviços;

2
Os acessos a esta área não respondem, minimamente, nem têm capacidade para vir a responder ao esforço diário necessário no campo da mobilidade, se se atender à saturação acrescida decorrente da localização de outras unidades de saúde e ensino na zona, tornando-a um caos urbanístico e ambiental, atropelando a vida de todos os que ali vivem, trabalham ou que recorrem aos serviços de saúde;

3
Existem no espaço do Hospital dos Covões competências e serviços, instalações, possibilidades de construção e enquadramento ambiental que podem servir, com excelência, um equipamento como a Maternidade;

4
Este Hospital dos Covões tem sido esvaziado de serviços e competências, numa lógica de concentração nos H.U.C., assim se desmantelando um equipamento com muitas potencialidades, mas agora com necessidade de recuperar e alargar a sua oferta de serviços;

5
Num planeamento competente e respeitador do interesse público justifica-se plenamente que Coimbra possua duas grandes unidades hospitalares públicas de resposta, rentabilizando e otimizando cada uma delas;

 

Por tudo isto, porque compreendemos de forma clara que o que está verdadeiramente em causa é se, no futuro, a Saúde em Coimbra deve resumir-se a um polo único, maternidade incluída, ou se, pelo contrário, a construção da maternidade é uma oportunidade para se reforçar e assegurar a continuidade de um forte Hospital a Sul de Coimbra, somos a favor de que a nova Maternidade de Coimbra seja edificada nos terrenos adjacentes ao Hospital dos Covões, incluindo a manutenção neste hospital de todas as especialidades indispensáveis ao bom desempenho e assistência às grávidas, mães e recém-nascidos.

 

Solicitamos a V.ª Ex.ª que, nos termos do artigo 52.º da CRP e da lei, seja promovido, na Assembleia da República, um debate informado e aprofundado sobre a localização da futura Maternidade de Coimbra, no quadro duma rede regional eficiente de cuidados de saúde e dum SNS de elevada qualidade.

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