ÁRVORES? SIM, OBRIGADO

Será que há cada vez menos árvores nas ruas de Coimbra?

Sugiro o seguinte: durante o próximo passeio, ou caminhada, procure contar o número de caldeiras vazias ou com tronco cortado. Demasiado fácil? E que tal identificar locais onde já estiveram árvores e agora têm calçada?

Fiz este exercício na Avenida Dom Afonso Henriques: 32 caldeiras abandonadas ou com cepo cortado; Avenida General Humberto Delgado: 26 caldeiras abandonadas e calçada a tapar quatro áreas que no passado tiveram árvores; Rua do Cemitério da Conchada: 24 árvores abatidas e/ou não replantadas. A lista é longa e não deixa de aumentar a cada legislatura.

Como se chegou a esta situação? Não tenho resposta concludente, mas há um padrão simples que emerge. As árvores que morrem por doença ou por idade avançada, as árvores que são abatidas pela sua condição fitossanitária ou danos causados por raízes e ramos, e as árvores que são derrubadas durante intempéries, não são substituídas. As caldeiras e a calçada assim o denunciam. Trata-se de uma realidade transversal às várias gestões camarárias que deixa claro que o parque arbóreo há muito tempo deixou de ser uma prioridade para quem governa a cidade, dando lugar ao desleixo e à indiferença.

No movimento Cidadãos por Coimbra, há clara consciência da importância das árvores no espaço urbano da cidade e do concelho, muito além da utilidade decorativa. As árvores no espaço urbano contribuem para combater a poluição do ar, filtrar metais pesados das águas pluviais, arrefecer a temperatura do ar. Simultaneamente, as árvores estão na primeira linha de adaptação às alterações climáticas. Acresce que os benefícios de um plano adequado de arborização no espaço urbano suplantam largamente os gastos na sua manutenção, já que as árvores contribuem para prevenir cheias, aumentar o valor patrimonial das casas, reduzir o consumo de energia durante os dias quentes.

Continuará a ser prioridade do CpC propor um Plano de Arborização para Coimbra (rejeitado pela atual gestão camarária) que seja submetido a discussão pública com a maior brevidade possível. Propomos, por isso, que não sejam cortadas árvores no espaço urbano de responsabilidade municipal, excepto por razões fitossanitárias ou por motivo de segurança pública, devidamente justificados, e sempre com a adequada substituição. Noutra dimensão, defendemos a reposição e expansão do espaço arbóreo municipal existente.

Há muito caminho pela frente. Estamos cá para o fazer.

 

Miguel Dias, Cidadãos por Coimbra; Candidato à Assembleia de Freguesia de Santo António dos Olivais.

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